Diagnóstico precoce é arma contra o câncer de mama

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Doença representa 28% dos casos de câncer entre mulheres. O Inca estima 59.700 novos casos no Brasil neste ano

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 59.700 novos casos de câncer de mama no Brasil ao longo deste ano. Hoje, a doença é a mais frequente entre as mulheres no País e no mundo – representa 28% dos casos de câncer feminino. Segundo a mastologista e ginecologista Andréia Maria Rauber, o diagnóstico precoce é importante para iniciar o tratamento o mais cedo possível, evitando que o tumor se espalhe para além da mama, como axilas ou outros órgãos (metástases). “Também é importante o diagnóstico específico do tipo de câncer de mama, para ser indicado o tratamento mais adequado a cada caso”, esclarece.

Especialista pela Sociedade Brasileira de Mastologia, a médica reforça que a avaliação médica é indicada anualmente, para pacientes de qualquer idade, em consulta de rotina ao ginecologista ou mastologista. Em relação ao autoexame, esclarece que é importante que a mulher esteja atenta às suas mamas, observando e examinando sempre que se sentir confortável. “Fazer o autoexame não dispensa a necessidade da avaliação médica e dos exames de rastreamento quando indicados”, explica. A mamografia de rastreamento, para mulheres sem sinais ou sintomas da doença, está indicada a partir dos 40 anos uma vez por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia. Já o Ministério da Saúde recomenda que o procedimento seja feito bianualmente a partir dos 50 anos. Em casos de suspeita da doença, a mamografia também é indicada, independente da idade da mulher. “O Outubro Rosa é importante para alertar a população sobre a magnitude do câncer de mama e reforçar a importância dos autocuidados, prevenção e diagnóstico precoce”, ressalta Andréia.

Dez mitos e verdades

  • Mulheres jovens não têm câncer de mama: MITO

Apesar de o câncer de mama ser mais prevalente acima dos 50 anos, pode haver casos em pacientes mais jovens, mesmo antes dos 35 anos.

  • Usar sutiã muito apertado causa câncer de mama: MITO

O tipo de sutiã não é capaz de causar câncer, assim como a compressão da mamografia também não ocasiona o surgimento de tumores. O importante é que a mulher se sinta confortável com o sutiã que ela escolhe usar.

  • Usar desodorante causa câncer de mama: MITO

Não há nenhuma comprovação da associação do uso de desodorantes com a doença.

  • Homens podem ter câncer de mama: VERDADE

Homens também podem ser acometidos por câncer de mama, numa proporção de um caso em homens para cada cem em mulheres.

  • Praticar uma atividade física ajuda na prevenção: VERDADE

A atividade física é um fator protetor. Cuidados com a alimentação, controle de peso e atividade física podem reduzir em até 28% o risco de uma mulher desenvolver a doença.

  • A amamentação ajuda a prevenir a doença: VERDADE

A amamentação é um fator de proteção, pois enquanto a mulher amamenta não há ciclos menstruais. Dessa forma, há menor exposição aos fatores hormonais. Estima-se que para cada ano de amamentação, o risco de desenvolver câncer de mama se reduz em torno de 4%.

  •  Próteses de silicone podem causar a doença: MITO

As próteses de silicone não estão associadas a maior risco de desenvolvimento. É importante que a mulher faça uma boa avaliação antes de se submeter a cirurgias estéticas mamárias.

  • Mulheres com seios menores têm menos chances de desenvolver câncer: MITO

O tamanho das mamas não tem associação com o risco da doença. Não é a quantidade de glândula mamária que influencia no risco, e sim a exposição a fatores de risco.

  • Quem menstrua muito cedo tem maior probabilidade de desenvolver a doença: VERDADE

O início precoce dos ciclos menstruais, assim como a menopausa mais tardia, são considerados fatores de risco para a doença, pelo maior tempo de exposição hormonal ao longo da vida.

  • O câncer tem cura: VERDADE

Para a cura, é importante que o diagnóstico seja feito em fases mais precoces da doença, enquanto o tumor está restrito à mama. O fato de não haver casos na família não torna a mulher menos propensa à doença, uma vez que apenas 10% a 15% dos casos são de origem genética.

FONTE: GAZ

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